Minhas senhoras e meus senhores, prezados militantes, compatriotas:

As minhas primeiras palavras são de saudação e  para desejar-vos boas vindas a este espaço. Convido-vos, por conseguinte, a percorrê-lo esperando que do nosso intercâmbio saiamos todos vencedores por uma Angola melhor.

 

Muito obrigado

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10 teses para construcão
tese.jpgMinhas Senhoras e Meus Senhores,

É chegada a hora de vir a público expor, de maneira explícita e transparente, o nosso pensamento sobre as grandes questões da democracia no nosso país, e, mais especialmente, sobre as próximas eleições legislativas e presidenciais.
As 10 teses aqui apresentadas são obra do estudo, da lógica e da racionalidade, ao serviço dos sentimentos de amor por nossa pátria, de solidariedade com o nosso povo sofrido e de um sonho arrebatador sobre o futuro de Angola e dos angolanos.
Elas correspondem, estou convicto, às mais profundas expectativas e esperanças dos angolanos, com relação às próximas eleições.
As 10 teses que postulamos, apresentam a posição do nosso partido e dos nossos candidatos sobre a democracia que os angolanos desejam ver implantada no país, e sobre a qualidade das regras que deverão presidir uma eleição de significação impar para a nossa história.
Não se trata ainda de um programa de governo, e sim de um posicionamento claro sobre o processo eleitoral democrático. Nosso programa de governo para Angola será apresentado no momento oportuno, quando as questões básicas da eleição estiverem corretamente encaminhadas.
Estes princípios são apresentados sob a forma de teses, para sublinhar que cada uma delas é uma afirmação, uma posição política explicitamente assumida.
Cada uma das teses, portanto, é uma declaração que fazemos, e um compromisso que assumimos com o povo angolano. Cada uma delas se sustenta em si mesma, embora todas se encadeiem entre si, de maneira a formar um corpo doutrinário consistente.
Sua Excia o Senhor Presidente da República tem, em reiteradas pronunciações, convocado os partidos e as lideranças para este diálogo democrático.
Com o lançamento das 10 Teses, estamos atendendo o chamamento de Sua Excia., e, acima de tudo mais, buscamos corresponder às expectativas e esperanças do nosso povo. Eis, então, o enunciado das 10 Teses para a Construção da Democracia em Angola .

1° Tese
22-Abr-2008
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Angola não se encontra num vazio normativo quanto a normas constitucionais. As normas constitucionais vigentes oferecem o arcabouço institucional democrático necessário para regular o funcionamento dos órgãos de governação, os direitos individuais, e os processos eleitorais.  

As normas constitucionais vigentes, actualizadas pela Lei de Revisão Constitucional de 1992 (Lei 23/92 de 16 de setembro de 1992), possuem enunciados de natureza claramente democráticos.

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2° Tese
22-Abr-2008
As lideranças políticas da nação assumiram, perante o povo e a comunidade internacional, o compromisso sagrado, assinado a sangue, com a democracia representativa, o estado de direito, o respeito aos direitos individuais, e a soberania popular.
Não foi a África, nem Angola, quem criou, ao longo da história, as instituições políticas da democracia representativa, do estado de direito, dos direitos e garantias individuais e da soberania popular.
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3° Tese
22-Abr-2008
As condições sociais, políticas, culturais, econômicas e militares, vigentes à época dos Acordos de Paz (1992), inviabilizaram a imediata instauração de uma democracia plena.
Em 1992, Angola deu passos importantes no sentido da construção de uma democracia, sobre as seqüelas de uma guerra civil, ainda em carne viva.
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4° Tese
22-Abr-2008
Em consequência, as lideranças políticas do país legitimaram, por sua anuência, um processo de construção da democracia e de retorno à normalidade democrática, no mais breve espaço de tempo possível, que iniciou com a implementação do Protocolo de Lusaka, a instalação do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, e o pleno funcionamento da Assembléia Nacional.
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5° Tese
22-Abr-2008
Como decorrência desse entendimento maduro e elevado, foram mantidos, no exercício do poder político, em período de tempo muito superior ao dos mandatos previstos na constituição, Sua Excia. o Senhor Presidente da República, assim como os deputados eleitos à Assembléia Nacional, sujeitos um e outros, entretanto, ao objectivo nacional, transcendente a todos os demais, de restabelecer a democracia e a normalidade institucional, no mais breve espaço de tempo possível.
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6° Tese
22-Abr-2008
Esta legitimidade provisória, estendida aos órgãos de governação em razão da emergência nacional, conquanto tenha sido fundada no mais elevado dos objectivos nacionais, sempre esteve condicionada à realização de uma missão: a restauração da normalidade institucional, mediante a realização das eleições nacionais, passo indispensável e insubstituível para evidenciar a existência de uma democracia em funcionamento pleno - marco final do patriótico trabalho de construção democrática, e marco inicial da nova era de normalidade democrática em Angola.
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7° Tese
22-Abr-2008
Os recentes pronunciamentos de Sua Excia. o Senhor Presidente da República sobre as eleições, representaram uma chamada aos partidos e às lideranças políticas, para o encaminhamento da efectiva realização das eleições nacionais.
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8° Tese
22-Abr-2008
Cumpre a nós, agora, aos partidos políticos, às lideranças políticas e sociais de Angola, às organizações da sociedade civil, discutir as propostas apresentadas por Sua Excia., assim como aquelas outras que já estão postas, ou as que venham a ser oferecidas à discussão, com vistas a alcançar um patriótico acordo sobre as datas e um consenso operacional sobre as regras eleitorais, que permitam a efectiva realização de eleições livres e imparciais.
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9° Tese
22-Abr-2008
Chegou a hora de Angola saldar seu compromisso com a democracia na sua plenitude, sem as adjectivações que a deformam. Modernização, desenvolvimento e democracia são os desafios da nacionalidade, as credenciais para a cidadania no século XXI, e as exigências para participar como membro activo do mundo globalizado.
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10° Tese
22-Abr-2008
Nada nos impede, e tudo nos obriga, a construir em nosso país o mais moderno, e autêntico sistema democrático. Existe à nossa disposição, um formidável consenso internacional sobre a essência da democracia, os requisitos básicos que garantem a imparcialidade dos seus procedimentos, as garantias essenciais que protegem a livre manifestação dos cidadãos pelo voto.
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