Minhas
senhoras e meus senhores, prezados militantes, compatriotas:
As
minhas primeiras palavras são de saudação e
para desejar-vos boas vindas a este espaço. Convido-vos, por
conseguinte, a percorrê-lo esperando que do nosso intercâmbio saiamos todos
vencedores por uma Angola melhor.
Muito
obrigado
| Samakuva termina visita ao Zaire e apresenta ao governo preocupações do povo |
| 05-Jul-2010 | |||||||
Terminou de forma exitosa a visita de trabalho que o líder da UNITA, Isaías Samakuva empreendeu a província nortenha do Zaire. Percorreu os municípios de Nzeto, Soyo, Mbanza Congo, Tomboco e Kuimba. Conversou com as populações, ouviu as suas inúmeras preocupações. Reuniu com os dirigentes e quadros da sua organização partidária, para medir o pulso da sua dinâmica no seio do povo e deixar orientações para superar algumas limitações que se verificam. Falou com as autoridades tradicionais, captou o seu sentimento sobre como deve ser conduzido o poder tradicional em Angola, à luz da ancestralidade.
Enfim, o líder da maior força politica na oposição fez o que um político com o seu gabarito deve fazer, isto é, ir ao encontro do povo, sentir o que o povo sente e partilhar das suas ansiedades, para depois formular políticas. Ao fazer o balanço de sua jornada de campo, Isaías Samakuva afirma que a visita foi um êxito, “medimos o pulso, estamos no bom caminho, e temos uma boa base para prosseguir o trabalho”. O presidente da UNITA acrescenta que “tivemos oportunidade de conversar com as autoridades administrativas locais e aproveitamos a oportunidade para transmitir-lhes aquilo que nos pareceu serem preocupações dos cidadãos da província do Zaire”. De acordo com o líder dos maninhos, os cidadãos angolanos residentes na província do Zaire confrontam-se com dificuldades na obtenção do Bilhete de Identidade do Cidadão Nacional. “é um problemas que nos relataram com muita preocupação”, assegura Isaías Samakuva. No domínio agrícola, Isaías Samakuva e a sua comitiva constataram que a região do Zaire é próspera no que tange a prática de agricultura, as populações demonstram vontade de produzir, mas o seu grande problema prende-se com a falta de condições de escoamento de produtos do campo. “No Tomboco, por exemplo, disseram-nos que há muita laranja e abacaxi que apodrecem quando poderia servir para providenciar alguns recursos à população”, explica o presidente da UNITA. As populações do Zaire têm ainda problemas com o abastecimento de água potável e, de acordo com as constatações do presidente da UNITA, “o problema assume sérias proporções, as populações queixam-se da falta de água e as cacimbas não produzem o liquido suficiente”. Estas e mais outras preocupações constituíram matéria de abordagem que Isaías Samakuva teve com o vice-governador da província do Zaire, Rogério Zabina, já que compete ao governo criar condições que proporcionem uma vida saudável e digna aos cidadãos. Por outro lado, o mais alto dirigente da UNITA reconhece que a visita foi de tal utilidade que permitiu ter uma ideia tanto do ponto de vista partidário como também do ponto de vista da governação. Isaías Samakuva falou também da necessidade de todos os actores da sociedade (igrejas, partidos, organizações e indivíduos) se envolverem no combate a violência doméstica, que considera ser um problema que também preocupa o seu partido, particularmente a sua organização feminina, a LIMA, que no passado dia 18 de Junho de 2010, comemorou o seu 38 aniversário. Para o líder dos maninhos, a violência doméstica é uma realidade que decorre do facto de a democracia não estar ainda interiorizada pelos angolanos. “A violência doméstica faz parte de atitudes anti-democráticas. A democracia deve-se instalar também na família, porque se há democracia há dialogo e se haver dialogo na família a violência domestica na tem lugar”, defende o mais alto mandatário da UNITA, para quem o seu partido combate a violência doméstica, através de actos de sensibilização e de promoção de um espírito de concórdia nos lares e na sociedade. Entretanto, alguns populares manifestaram o seu descontentamento face o que consideram ser política discriminatória das autoridades centrais em relação a província do Zaire, que sendo um pulmão económico, porque produz petróleo, não apresenta os níveis de desenvolvimento que exibem algumas outras províncias. Miguel António Lopes que se pronunciou nestes termos, acrescenta que as grandes necessidades das populações nas vertentes de saúde, educação e água estão por resolver. Por resolver estão também problemas de estradas.
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