Minhas senhoras e meus senhores, prezados militantes, compatriotas:

As minhas primeiras palavras são de saudação e  para desejar-vos boas vindas a este espaço. Convido-vos, por conseguinte, a percorrê-lo esperando que do nosso intercâmbio saiamos todos vencedores por uma Angola melhor.

 

Muito obrigado

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Presidente Samakuva conferencia com Anibal Cavaco Silva
22-Jul-2010

sama_cavaco.jpgO processo de reconciliação nacional e o défice no que tange a consolidação e aprofundamento do estado democrático de direito dominaram o encontro entre o Presidente da República de Portugal, Anibal Cavaco Silva e o líder da UNITA, Isaías Samakuva.

 Falando aos jornalistas no final da audiência, Isaías Samakuva, disse que abordou com o ilustre visitante sobre o processo democrático e questões relacionadas com a reconciliação nacional, com destaque para os incumprimentos do processo de paz, designadamente a falta de pagamento de pensões de reforma aos ex-militares e a não devolução do património da UNITA.

  

“Sendo Portugal um país da troika de observadores ao processo de paz angolano, nós pensamos que pode exercer alguma influência sobre o governo a dar andamento a estas questões”, afirmou o líder da UNITA.

A conversa do líder da UNITA com o governante luso focalizou também aspectos relativos a nova constituição angolana, em que Anibal Cavaco Silva foi posto ao corrente das posições e pontos de vista que a UNITA assumiu durante o debate que levou a aprovação da nova Carta Magna de Angola. Ciente da responsabilidade histórica de Portugal em relação a Cabinda, Isaías Samakuva abordou com o chefe de estado português a situação prevalecente no enclave rico em petróleo, marcada pela violação dos direitos fundamentais do homem.

“Falamos do caso de Cabinda, em que Portugal tem responsabilidades históricas e nós pensamos que o governo de Portugal pode desempenhar um papel no processo de pacificação de Cabinda, no sentido de que o diálogo que tem sido muito prolongado possa surtir algum efeito”, explicou.

A ocasião foi também aproveitada para os dois políticos partilharem informações sobre as preocupações de uma franja da sociedade angolana que prestou serviço à administração portuguesa e que continuam a reclamar os seus direitos.

“Há angolanos que foram funcionários públicos durante o regime colonial que estão à espera do pagamento de suas pensões de reforma, muitos deles nos procuram para que nos nossos contactos diplomáticos possamos a ajudar a resolver o problema, e, estando aqui o senhor Presidente de Portugal, nós pensamos abordar o assunto”, disse o mais alto dirigente dos maninhos.

Questionado sobre a dimensão do seu partido, enquanto força politica na oposição, Isaías Samakuva reiterou que a UNITA é um actor que conta no contexto político angolano, é uma força politica visível de representação nacional a ter em consideração.

“Nós pensamos que é justo que países que lidam com Angola tenham em consideração que a situação hoje é uma, mas amanhã pode ser outra, portanto lidar com o maior partido da oposição é normal em países democráticos”, concluiu.

 
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