Minhas
senhoras e meus senhores, prezados militantes, compatriotas:
As
minhas primeiras palavras são de saudação e
para desejar-vos boas vindas a este espaço. Convido-vos, por
conseguinte, a percorrê-lo esperando que do nosso intercâmbio saiamos todos
vencedores por uma Angola melhor.
Muito
obrigado
| Denuncie a batota |
| 09-Abr-2008 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Quando se cria, mantém, garante-se e usufrui-se, ao longo de todo o processo, as garantias descritas em (1) acima, diz-se que as eleições foram ‘livres.’ Quando se materializam as condições económicas de equidade e igualdade descritas em (2) e define-se, cumpre-se e faz-se cumprir, com lealdade, eficácia, previsibilidade e celeridade, os elementos descritos em (3), acima, diz-se que as eleições foram ‘justas’. A criação intencional de condições adversas às descritas acima por qualquer parte interessada pode significar, à partida, o início da batota. A liberdade e a justiça precisam existir bem antes do acto Eleitoral. Precisam existir ao longo de todo o processo Eleitoral. Precisam existir sempre. Precisam existir já agora. Portanto, quando o militante do PRS, por exemplo, é obrigado a vestir a camisola do Mpla para receber uma pensão laboral, está a ser intimidado a representar o Mpla e nele votar. Isto é batota. Quando o piloto da TAAG, sem filiação partidária, não é sistematicamente escalado para voar por ter simpatias pela FpD, não é um cidadão em liberdade. Está a sofrer represálias. Para garantir o pão para os filhos vai ser forçado a votar pelo Mpla. Isto é batota eleitoral. Quando o Sr. Amílcar da Silva Santos, empresário e militante do Mpla, vê as suas licenças de importação canceladas e os seus contratos comerciais cancelados só porque a segurança descobriu que ele criticou ou discordou do Presidente, a sua liberdade política está coartada. Está a ser coagido a votar no Mpla. Se não o fizer, os negócios vão parar. Isto é batota eleitoral. Quando o regime coarta aos angolanos a oportunidade de prosperar econòmicamente a menos que aceitem servir o partido no poder ou partilhar os lucros, forçosamente, com figuras do regime ou seus testas de ferro, temos um clima de fraude eleitoral ab initio. Isto é batota. E tudo isto está a acontecer já agora, um pouco por todo o país, incluindo em Luanda. Nas outras províncias o déficit de liberdade e justiça eleitorais é mais gritante, descarado e humilhante.
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