Minhas
senhoras e meus senhores, prezados militantes, compatriotas:
As
minhas primeiras palavras são de saudação e
para desejar-vos boas vindas a este espaço. Convido-vos, por
conseguinte, a percorrê-lo esperando que do nosso intercâmbio saiamos todos
vencedores por uma Angola melhor.
Muito
obrigado
| Mensagem do Presidente da UNITA, Isaías Henrique Ngola Samakuva sobre a Manifestação |
| 15-Mai-2012 | |||||||
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Chamo-me Isaías Samakuva, o Presidente da UNITA. Venho até vós, para vos falar da manifestação que na quinta feira passada, O Comité Permanente da UNITA, o partido de que sou Presidente, convocou para ter lugar em todas as províncias e junto de algumas embaixadas de Angola no estrangeiro a fim de exigir a realização de eleições livres e transparentes, conforme a Lei Angolana estabelece.
O que queremos é acabar com o seu sofrimento. Para que este sofrimento acabe, precisamos de eleições livres e transparentes. No entanto, tudo o que estamos a ver, os responsáveis pelo seu sofrimento, os que ao longo de trinta e seis de governação não demonstraram nem demonstram vontade de resolver os seus problemas, também estão a demonstrar que não estão interessados em fazer eleições transparentes, como a lei manda. Se permitirmos que isso aconteça, estamos a permitir que o seu sofrimento continue por muitos mais anos. Nós queremos que isso acabe. POR ISSO QUEREMOS MANIFESTAR O NOSSO DESAGRADO, A NOSSA INSATISFAÇÃO E EXIGIR QUE AS ELEIÇÕES SEJAM LIVRES. SO ASSIM PODEREMOS MUDAR A SITUAÇÃO. Venha connosco. Aceite o nosso convite. No Sábado, dia 19, contamos consigo no local que lhe vai ser indicado. Falo para si jovem angolano. Você que não consegue continuar com os seus estudos nem consegue emprego mesmo com a sua formação feita. Você que não consegue casa para viver com a sua noiva. É para si que me dirijo. Queremos acabar com o seu sofrimento. Venha connosco exprimir a sua insatisfação. Não tenha medo. A manifestação é um direito consagrado na Constituição. Vamos exercê-lo de uma forma ordeira e pacífica. Esperamos que a Polícia venha proteger os cidadãos enquanto a manifestação correr. É seu dever fazê-lo.
No entanto, tudo o que estamos a ver, os responsáveis pelo vosso sofrimento, os que ao longo de tantos anos de governo não demonstraram vontade de resolver os vossos, os nossos problemas, também estão a demonstrar que não estão interessados em fazer eleições transparentes, como a lei manda. Se permitirmos que isso aconteça, estamos a permitir que o vosso, o nosso sofrimento continue por muitos mais anos. Nós queremos que isso acabe, mas para acabar, precisamos do voto livre e transparente. POR ISSO QUEREMOS MANIFESTAR O NOSSO DESAGRADO, A NOSSA INSATISFAÇÃO E EXIGIR QUE AS ELEIÇÕES SEJAS LIVRES PARA PODERMOS MUDAR A SITUAÇÃO. Venha connosco. Aceite o nosso convite. No Sábado, dia 19 de Maio, contamos consigo no local que lhe vai ser indicado. Não hesite. Venha exprimir, democrática e ordeiramente a sua insatisfação. Irmão roboteiro, você que arrisca a vida todos os dias a atravessar as ruas, no meio de tráfego intenso de viaturas, com cargas em carros de mão, para sobreviveres, é para si que estou a falar. Venha exprimir o seu desejo de ter eleições de acordo com a Lei. A sua vida precisa de mudar. Precisas de ir à escola. Precisas de ter um emprego melhor. Tens direito à uma vida melhor. Se permitires que estas eleições sejam fraudulentas outras vez, o seu sofrimento vai continuar. Venha manifestar a sua vontade de mudança no sábado dia 19. Com disciplina. Com ordem. E com determinação. Enfermeiros e enfermeiras ,médicos e médicas. Engenheiros e engenheiras ; juristas; jornalistas, empresárias e empresários; comerciantes, marceneiros, carpinteiros, trabalhadores de profissões diversas. Homens e mulheres; rapazes e raparigas; Juventude angolana; em suma, angolanos e angolanas; membros de partidos políticos ou não. Esta não será manifestação da UNITA. É uma manifestação dos angolanos contra a ilegalidade. Não se coíbam. Venham. Contamos convosco. Trata-se de uma manifestação pacífica em defesa da Paz e da democracia, de eleições livres e transparentes.
Por isso ninguém deve de ter medo. Luanda, 14 de Maio de 2012.
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